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terça-feira, 29 de novembro de 2016

ABRIGO SÃO JOSÉ, EM MACAPÁ - HISTÓRICO



O Abrigo São José, situado em Macapá no bairro Santa Rita, é uma instituição filantrópica criada em 18 de março de 1965 por um grupo de mulheres voluntárias, que na época, perceberam a necessidade da construção de uma instituição para idosos. Inicialmente a instituição atendia a todos os idosos, sozinhos ou que moravam em casa de filhos, que passavam necessidades ou não. A partir de 1969,em razão do aumento da população de velhinhos, começou a ser implantado um sistema de triagem, levando-se em conta a situação sócio-economica de cada um.

Em 24 de abril de 1968 é inaugurada a Capela Santa Rita, pelo bispo prelado de Macapá dom José Maritano, e a assistência aos velhinhos passou a ser administrada por padres camilianos residentes no Hospital Escola São Camilo e São Luiz. A Casa-Abrigo, no momento de sua inauguração em 1965, tinha 28 velhinhos internos. Hoje (2005) a instituição funciona com profissionais nas áreas de administração, saúde e educação.

Em 14 de março de 2002 o Abrigo são José é transformado em Centro de Referencia para Tratamento de Idosos, com um orçamento anual de R$ 500 mil.

19 a 20 de janeiro de 2012. Qualificação, pela Sims[1], dos servidores da instituição.




[1] Sims – Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social.

sábado, 26 de novembro de 2016

POLICIA MILITAR DO AMAPÁ - História



Substituindo a Guarda Territorial, a Policia Militar do Amapá (PMAP) foi criada em 26 de novembro de 1975, pela Lei Federal nº 6.270. Inicialmente foi composta de ex-GTS. Contou primeiramente com um efetivo de 38 oficiais  R2, oriundos do Exército Brasileiro, e três oficiais pertencente à Policia Militar de Sergipe, que efetuaram um curso de adaptação da Policia Militar do Pará, enquanto que  os sargentos foram formados nas PMs de Minas Gerais e Goiás, após concurso interno realizado na própria GT.


domingo, 20 de novembro de 2016

Memória: GRAZIELA REIS DE SOUZA (1923-1980)



Professora Graziela Reis de Souza nasceu em Belém do Pará, em 29 de agosto de 1923. Filha de Raimundo Nonato de Souza e D. Alzira Reis de Souza. 

Estudou o primário no Grupo Escolar Dr. Freitas, e o ginasial no Colégio Paes de Carvalho e o normal na Escola Normal do Estado do Pará, diplomando-se professora em 1943. 

Foi admitida no governo do Território do Amapá na função de professora, em 21 de fevereiro de 1945. 

Atuou como orientadora educacional nos Grupos Escolares da Capital.

Faleceu em 1980, com 57 anos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Memória: ODILARDO SILVA


Ex-prefeito de Macapá, o engenheiro ODILARDO GONÇALVES DA SILVA administrou a capital do Amapá de julho de 1944 a maio de 1945. Nasceu em Macapá em 31 de março de 1901. Em sua administração foram pavimentadas as ruas  do centro e fez uma limpeza geral nas duas únicas praças de Macapá: Praça Barão do Rio Branco (antes Praça São João) e Veiga Cabral (antes Praça São Sebastião).

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Memória: JOAQUIM CAETANO DA SILVA (1810-1873)



Médico, geógrafo, professor, diplomata e publicista gaúcho, JOAQUIM CAETANO DA SILVA nasceu em Jaguarão (RS) em 2 de setembro de 1810 e faleceu em Niterói (RJ) em 28 de fevereiro de 1873.. Suas pesquisas de geografia e história incluídas na obra L’Oyapok et l’Amazone foram fundamentais para a defesa do Barão do Rio Branco, do Contestado Franco-Brasileiro (V) em que a parte do Amapá, do Oiapoque até a região do Araguari, foi disputada pela França. É o patrono da cadeira nº 19, por escolha do fundador Alcindo Guanaraba, do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil.

Filho de Antonio José da Silva e Ana Maria Floresbina. Concluiu, na França, seus estudos de Humanidades e graduou-se em Medicina, em 1837, pela Faculdade de Montpellier. Em 1838, de regresso ao Brasil, é nomeado professor de português, retórica e grego do Colégio Pedro II, do qual também foi reitor. Leu, em 1851, no Instituto Histórico, do qual era sócio, e em presença do Imperador, a sua Memória sobre os Limites do Brasil com a Guiana Francesa.

Em  14 de novembro.de 1851 foi nomeado Encarregado de Negócios do Brasil na Holanda e, em 1854, cônsul-geral no mesmo país. Em 1853 conduziu, em Haia, as negociações para o ajuste de limites com a colônia de Suriname, questão resolvida muito mais tarde, pelos tratados de Rio Branco e Palm, em 1906.

Em 1861 publicou, em Paris, a magistral obra intitulada L’Oyapok et l’Amazone, na qual aprofundou as idéias exaradas nas Memórias de 1851, deixando definidos os direitos do Brasil ao território que lhe disputava a França e que se chamava O Contestado do Amapá, trabalho do qual muito se valeu o barão do Rio Branco para a vitória que obteve para o Brasil.            Foi ainda diretor do Arquivo Nacional e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Obras: Fragment d’une mémoire sur la chute dês corps (Montpellier, 1836); Quelques Idées de philosophie médicale. (tese que obteve o grau de medicina em Montpellier, 1837), Memórias sobre os limites do Brasil com a Guiana Francesa. (Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, nº 20, tomo XIV, 1851), L’Oyapok et l’Amazone (Paris, 2 volumes, 1861) e Questões Americanas (Revista do Ihstituto Histórico e Geográfico Brasileiro, tomo 26, 1863).

Às 8 horas de 17 de outubro de 1953, atracam no Trapiche Eliezer Levy, os navios Beberibe e Bracuhi, da Marinha do Brasil, trazendo três urnas mortuárias, um,a cm os restos mortais de Joaquim Caetano da Silva, e do professor de Educação Fisica e chefe escoteiro (o primeiro do Amapá) Dário Cordeiro Jassé. A terceira urna continha terras do município gaúcho de Jaguarão, terra natal de Joaquim Caetano da Silva. A intenção do governador Janary Nunes era a construção de um Monumento em frente ao Cemitério de Nossa Senhora da Conceição (mesmo local onde foi construída a Catedral de São José), onde seria enterrado o célebre geógrafo gaúcho.


 Nota: O monumento não foi construído, o local deu lutar à nova catedral de São José, e os restos mortais de Joaquim Caetano continuam na mesma urna, na reserva técnica do 
Museu Histórico que tem seu nome.

sábado, 5 de novembro de 2016

Memória: DUCA SERRA (1912-2008)



Seu nome completo era EMANOEL SERRA E SILVA. Nasceu em Macapá em 20 de março de 1912. Faleceu em 2008. Trabalhou nas minas do Vila Nova e do Cassiporé. Atuou no Amapá como funcionário da pioneira equipe de combate ao mata-mosquito da malária. Foi comerciante, funcionário publico e federal e aposentou-se na função de policial civil. Ladeado pela família e muitos amigos, faleceu em 2008 com 96 anos em Macapá, após uma longa folha de serviços prestadas à região.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Memória: CHEFE HUMBERTO (1922-1997)



Seu nome completo era HUMBERTO ÁLVARO DIAS SANTOS. Nasceu em Bragança (Pará) em 2 de agosto de 1922, e faleceu em Macapá em 2 de setembro de 1997, filho de Álvaro de Oliveira Santos e Aurélia Dias Santos. O seu amor pelo escotismo já se configurava entre a infância e adolescência, na sua cidade natal. Desde cedo já praticava esportes, principalmente o futebol, sempre com a orientação de seu pai, grande desportista de Bragança, e pelos seus professores e chefes escoteiros.

Quando completou 12 anos, a família transferiu-se para Belém, e ele se formou em guarda-livros (correspondente ao curso de Contabilidade, nível médio), na antiga Escola de Ciências e Letras de Belém. Seu primeiro emprego foi na Companhia das Docas do Pará, em Belém, como despachante. Teve contatos com o pessoal do Clube do Remo, e foi aceito como aspirante, passando também pelo Paysandu Esporte Clube.

Em 1947 recebeu convite do presidente do Esporte Clube Macapá, Acésio Guedes, para jogar em Macapá, e Humberto aceita o convite com a condição de conseguir um emprego, o que prontamente o governador do Territorio do Amapá, Janary Nunes, conseguiu pela Legião Brasileira de Assistência (LBA). O azulão da Avenida FAB estava em seu melhores momentos de glória, e com reforço do jovem atleta, ficou melhor ainda, ganhando vários campeonatos. Também ele foi um dos fundadores do Juventus Esporte Clube, reestruturou o São José (Sociedade Esportiva e Recreativa São José). Também foi um dos fundadores do Trem Desportivo Clube em 1947.

            Como escoteiro, Humberto participou da fundação  da Associação de Escoteiros Veiga Cabral. Apoiando os dirigentes Glicério Marques, Clodoaldo Nascimento e José Raimundo Barata, presidiu a solenidade de juramento à Bandeira, do primeiro grupo de escoteiros composto pelos então jovens Adélio Rodrigues, Altair Lemos, Edival Trindade, Eduardo Campos, Expedito Cunha Ferro (futuro 91), Lourenço Almeida, Lourival Fernandes, Luciano Pantoja,  Mair Bemerguy, Pedro Monteiro, Raimundo Nonato Filho e Ubiracy Picanço. Com o apoio do Governo e dos chefes escoteiros, Humberto integrou a formação da primeira “Ala de Pioneiros”. Em 1953 juntou-se ao padre Vitório Galliano e Expedito Cunha Ferro para a fundação da Tropa São Jorge, com a participação de jovens do Oratório São Luiz, da Paroquia de São José (Casa dos Padres). Também participou da construção do Grupo de Escoteiros Veiga Cabral, que passou a ser denominado de Centro Cultural do Laguinho.

            Na Educação, Chefe Humberto coordenou a primeira Colônia de Férias para os alunos que tiraram as melhores notas no período escolar de 1946, de um total de 94 escolas, sob orientação dos chefes Clodoaldo Nascimento, “91”, Raimundo Barata, e orientação espiritual do padre Vitório Galliani. Também o primeiro campeonato estudantil de 1950, com a participação de escolas municipais, teve a coordenação do Chefe Humberto. Em 1947 participou na organização e documentação e fundação do Grupo de Escoteiros do Mar Marcilio Dias.
            Amante do Teatro, encenou no barracão dos padres e no Centro Cultural do Laguinho, com a participação da então jovem carnavalesca Alice Gorda, peças teatrais como “Dona Baratinha”, “João e Maria”, “O Cordão do Papagaio”, “O Cordão do Urso”, “Boi Pai da Malhada”, “Cordão do Uirapuru”, “Cordão do Japim”, “Martim Pescador” e outras de cunho folclórico.

            Mas o Golpe Militar de 1964, que muitos insistem em denominar “Revolução” (o que é um verdadeiro contrassenso), colocou os chefes escoteiros, no Amapá, como corruptores de menores. Para não ser preso, chefe Humberto refugiou-se no Colegio Diocesano, sob a proteção do bispo d. Aristides Piróvano.

            Seu ingresso na política foi como candidato a vereador de Macapá, fazendo sua campanha junto ao eleitor jovem, recebendo muito apoio. Tomou posse no dia 1 de janeiro de 1970, tendo como companheiros, Antonio Carlos Cavalcante, Laurindo dos Santos Banha, Lucimar Amoras Del Castillos, Orlando Alves Pinto, Paulo Uchoa, Pedro Petcov, Stephan Houat e Walter Banhos de Araujo. Seu trabalho no legislativo provocou uma serie de reeleições, permanecendo até 1988, somando-se 18 anos de trabalhos voltados às comunidades carentes distantes de Macapá, como o Bailique, e as regiões da Pedreira e do Pacuí.

            Casou-se com Gilberta Alves dos Santos. Aposentou-se pela LBA e, até sua morte, dividindo seu tempo entre Macapá e uma propriedade rural n Curralinho. As façanhas de Chefe Humberto estão sendo coletadas, com a ajuda do seu filho David Santos, para que façam parte de uma obra sobre a história da Camara Municipal de Macapá.


            Sua historia tem vários episódios, e uma grande frequência, tanto na vida esportiva, cultural, educacional, política... e humana, porque Chefe Humberto foi uma das grandes e extraordinárias figuras da vida amapaense, desde os periodos pioneiros do ex Território.