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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Memória: BARÃO DO RIO BRANCO (1845-1912)



Estadista brasileiro e diplomata, JOSÉ MARIA DA SILVA PARANHOS, o BARÃO DO RIO BRANCO, nasceu no Rio de Janeiro no dia 20 de abril de 1845, e ai faleceu no dia 10 de fevereiro de 1912. Foi filho do Visconde do Rio Branco, um dos grandes estadistas do Império.Ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, transferindo-se para Recife, onde concluiu seus estudos. Foi promotor publico em Nova Friburgo, e deputado geral pela Provincia de Mato Grosso. Esteve com seu pai, o Visconde do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos), em missão especial no Paraguai. Foi consul do Brasil em 1876 em Liverpool, na Inglaterra. Representou o Brasil em 1884 na Exposição Internacional de Petersburgo. Foi nomeado logo após a Proclamação da Republica do Brasil, Superintendente na Europa, no Serviço de emigração para o nosso país. Em 1888 recebeu o titulo de Barão do Rio Branco, devido a solução da pendência entre Brasil e a Guiana Francesa sobre a região do Amapá.  Foi ministro do Brasil em Berlim, e convidado pelo presidente Rodrigues Alves, para dirigir a Pasta de Relações Exteriores.

Logo depois, conseguiu resolver a questão do Acre, em 17 de novembro de 1903. Firmou-se o Tratado de Petrópolis, que pôs fim a esse litígio. Ficaram marcados a habilidade com que Rio Branco atuou na pasta das Relações Exteriores e o êxito desse brilhante diplomata na resolução de inúmeras questoes de limites com países sul-americanos, e por tratados com nações européias e da América. Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e membro da Academia Brasileira de Letras. Escreveu diversos livros, entre eles:

Memória Brasileira; História Militar do Brasil;
 Ephemerides Brasileiras;
Episodios da Guerra do Prata;
Questões de Fronteira.

A Questão do Amapá.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Memória: WALTER PACHECO (1927-1990)



Economista paraense, no Amapá desde 1948, WALTER DA SILVA PACHECO nasceu em Breves (Pará) em 24 de junho de 1927, e faleceu em Macapá em 11 de junho de 1990.  Filho de José de Alfaia e Hilda da Silva Pacheco. Chegou ao Amapá aos 21 anos. Bacharelou-se em Economia em Minas Gerais em 1965. Em 23 de outubro de 1948 começa a trabalhar no Governo do Territorio como aprendiz de tipografias, nas oficinas da Imprensa Oficial. Após a conclusão do curso superior em Minas é promovido em 1966 para o quadro de tecnicos de nivel superior, e nesse mesmo ano é nomeado Chefe de Gabinete do Governador (11 de julho). A partir daí assume vários cargos de confiança no Governo do Território do Amapá e do Estado, até aposentar-se. Faleceu com 63 anos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O ENCONTRO ENTRE CABO ALFREDO E O DITADOR PERÓN NO AMAPÁ


Memória
CABO ALFREDO E O DITADOR PERÓN

Professor, advogado e politico, aposentado pelo Ministério da Justiça. ALFREDO OLIVEIRA, ou simplesmente CABO ALFREDO, nasceu em Bonfim, na Bahia, em 13 de outubro de 1921. Obteve  posto de cabo durante a Seguranda Guerra Mundial, quando serviu  na Ilha Grande, no Rio de Janeiro. De lá seguiu para o arquipélago de Fernando de Noronha. Terminada a guerra, periodo no qual concluiu o curso de Educação Fisica, foi exercer a profissão no então Territorio do Amapá, que foi sua casa por mais de 50 anos, antes de chegar ao Pará.

No Amapá, Cabo Alfredo exerceu 16 cargos publicos, entre os quais os de prefeito dos municipios de Calçoene, Mazagão e Macapá, este por duas vezes. Mas foi no Pará, na Transamazonica, que Cabo Alfredo viveu o que considera sua maior desafio na vida: o desbravamento de grande parte da floresta amazônica.

Também ficou famoso o encontro entre o Cabo Alfredo e o ex ditador argentino Juan Domingo Perón, na Base Aérea de Amapá, durante rota de fuga. O jornalista Euclides Farias, numa postagem de 2 de abril de 2012, no blog do Chico Terra, assim se referiu sobre o episódio que ficou para a história do município de Amapá:

“O motor do Douglas C-47 roncava alto procurando força e a custo conseguiu aterrissagem na base aérea construída na Segunda Guerra Mundial na minúscula e perdida cidade de Amapá, no então Território Federal do Amapá. Era setembro de 1955. Da aeronave desceram o piloto, uma aeromoça e um mito. O avião, emprestado com tripulação pelo ditador paraguaio Alfredo Stroessner, fez o pouso forçado por falta de combustível. Perto dali, o cabo Alfredo Oliveira atendeu a um estafeta e teve que interromper a aula de produção de farinha na escola agrícola do lugarejo para atender a ilustre desconhecido.

·         Bom dia, eu sou o general Juan Domingo Perón.
·         Bom dia – retrucou o cabo, sem atinar para o nome ou relevo do interlocutor. – O que vosmecê deseja?

Começou assim a saga do deposto presidente argentino em plena floresta amazônica, em sua rota de fuga à Nicarágua, segundo o relato feito pelo próprio Alfredo Oliveira, hoje advogado aposentado que, aos 85 anos, vive em Belém, à repórter Aline Monteiro, do jornal O Liberal. Diante das fotografias em que aparece ao lado de Perón já amarelecidas pelo tempo, ele concordou em remexer a memória depois de assistir a baderna que marcou o segundo funeral de Perón, na cidade de San Vicente, na Grande Buenos Aires.

Diz que, com exílio negado pelo Brasil, o máximo que Perón conseguiu, desde que decolou da pista paraguaia e entrou no espaço aéreo brasileiro, foram paradas técnicas para abastecer o avião, ganhar suprimentos e seguir em frente. Uma imprecisão no relato de Alfredo sugere que Perón, em fuga, ocultou o verdadeiro destino. Saindo de Assunção, em linha reta, Manágua fica fora de rota para quem vai à Espanha, onde de fato o general se exilou. O Amapá, sim, fica a caminho de Madri. Por isso menos provável, outra hipótese é que, antes de atravessar o Atlântico, ele tenha pensado em pedir guarida política à Nicarágua.

O fato é que sem auxílio imediato para prosseguir a viagem o general pernoitou na casa de Alfredo. Isso depois de o precavido anfitrião, que lutara na Segunda Guerra e soubera pelo próprio Perón das restrições das autoridades brasileiras, comunicar e obter do governador amapaense Amílcar Pereira a autorização para oferecer abrigo. Foi então que um pedaço da história da Argentina sentou praça e se descortinou naquele lugar ermo.

Alfredo desenha Perón como um homem educado, mas nervoso pelos acontecimentos em seu país e pelo contratempo aeronáutico. Fumante emérito, o general descontava no cigarro. “Na hora de comer, era uma colherada e uma tragada”, recorda. Nas fotografias, o tabagismo de Perón é flagrado em profusão. “Sempre havia”, conta Alfredo, “um cigarro entre os dedos, aceso ou não”. Ficou, também, a impressão de um Perón amargo com o golpe militar que sofrera, depois de ter chegado ao poder por meio de um.
Ex-pracinha e com amizades na base aérea, Alfredo pôs o C-47 de novo no ar com gasolina arranjada de um piloto. Um mês depois, o gesto teria a gratidão de Perón, em carta escrita de próprio punho. Na correspondência, de 11 de novembro de 1955, o general derramava-se: “A hospitalidade que recebemos nesta terra nos força a uma eterna gratidão! Somos todos irmãos! Se pratica no Brasil, em toda a sua plenitude, a nobreza dos homens bons”.



Na lembrança do velho cabo não há sequer resquício do mito, hoje ainda capaz, 55 anos depois do pouso forçado no Amapá e 36 de sua morte, de gerar sangrento pugilismo entre seus fanáticos seguidores das facções militar e operária. “Era um homem comum”, engana-se o bom Alfredo.”

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

JULIO PEREIRA (1954-1994)


JULIO PEREIRA (1954-1994)
SE ESTIVESSE VIVO, FARIA HOJE 62 ANOS

Seu nome completo era JÚLIO MARIA PINTO PEREIRA, que ficou mais conhecido como JULIO PEREIRA, muito querido pela população de Macapá. Nasceu em Macapá, em 27 de setembro de 1954, e faleceu em Macapá, em 24 de julho de 1994. Filho do casal de empreendedores Otaciano Bento Pereira e Irene Pinto Pereira. Estudou na Escola Paroquial São José e no Ginásio de Macapá. Estudou Direito no CEAP, mas parou no terceiro ano. Com 22 anos candidatou-se a vereador pelo Municipio de Macapá e foi eleito, chegando a presidente da Câmara Municipal, de 1982 a 1984.

Em 1987 foi ao Rio de Janeiro para articular com o politico Leonel Brizola, resultando na fundação, em Macapá, do PDT (Partido Democrático Trabalhista).

Também deve-se a ele a criação do JORNAL DO DIA, o primeiro Diario do Amapá, em 1987.

A vida de Júlio Pereira foi meteórica aqui no planeta. Faleceu aos 40 anos, bem jovem mesmo, mas deixou uma série de realizações e sonhos a realizar. A classe de taxistas tem, em Julio Pereira, a conquista de um grande tributo, que foi a criação do 13ª Salário (uso da bandeira 2 no mês de dezembro de cada ano).


Aos poucas a comunidade percebe que o grande legado politico e empreendedor de Julio Pereira está sendo continuado pela sua filha Juline Pereira, conhecida por Juli, e que continuará a carreira politica do pai.

sábado, 17 de setembro de 2016

Memória: CHEFE CLODOALDO NASCIMENTO (1926-1997)



À direita, com a mão no peito: Chefe Clodoaldo Nascimento


Seu nome todo era CLODOALDO CARVALHO DO NASCIMENTO, mais conhecido pela denominação de CHEFE CLODOALDO, pela sua meritosa função de chefe escoteiro. Foi um dos pioneiros do escotismo no Amapá. Nasceu em Belém (Pará) em 10 de setembro de 1926. Faleceu em Macapá, em 27 de junho de 1997. Estava em Macapá desde 1945, a convite do então governador Janary Nunes, para implantar, junto com Glicério Marques o escotismo no Amapá. Foi o fundador, juntamente com Glicério e José Raimundo Barata, o Grupo de Escoteiros Veiga Cabral. Exerceu vários cargos na administração pública.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

MESTRE EPIFÂNIO MARTINS E OS TAMBORES DE SETEMBRO



Mais conhecido como Mestre Epifânio, ANTENOR EPIFÂNIO MARTINS foi educador da era territorial do Amapá. Nasceu em Capanema (Pará) a 7 de abril de 1925. Faleceu em Macapá em 23 de junho de 1999, de problemas cardiacos. Veio a Macapá a partir de 1950, a convite do diretor do Esporte Clube Macapá, Climério Vilhena Andrade. “Logo que cheguei, comecei minha vida esportiva no Macapá, e como mestre artifice passei a lecionar na antiga Escola Industrial, hoje Escola Integrada, antes Ginásio de Macapá. Para se ter uma idéia de que muita coisa mudou, basta lembrar que não existe mais piscina territorial,. Barraca da santa, campo do América, que ajudei a construir. Não se fala mais da “Furiosa”, a primeira banda de música do Território do Amapá, tampouco de pessoas como o mestre Oscar da múisica, chefe Dário do escotismo, mestre Torquato e Glicério do futebol”, relembrou um dia o mestre Epifânio em uma entrevista concedida ao autor desse trabalho, e publicada no JORNAL DO DIA, de 5 de setembro de 1988.

Mestre Epifânio pode ser considerado um dos baluartes do esporte macapaense, juntamente com Pauxy Nunes, Glicério, Emanuel, Menahem Alcolumbre e outros que militaram no setor. “Logo que cheguei, passei a defender as cores do Esporte Clube Macapá e do América Futebol Clube como atleta, tanto do futebol como também do basquete, nos idos de 1950 a 1961. Também fui juiz de futebol da Federação Amapaense de Desportos de 1959 a 1967”. Ele também chegou a ser técnico de times tradicionais como o Esporte Clube Macapá e alguns de Serra do Navio. Marcou presença nos jogos ginásio-colegiais de 1974 a 1976, como membro da Comissão de Disciplina.

 “O general Ivanhoé Martins foi um dos incentivadores do esporte local, principalmente nos jogos ginásio-clegiais. Ele chegou a tomar medidas drásticas para acabar com os referidos jgos, porque a rapaziada não sabia brincar. O ex-ginásio coberto do Colégio Amapáense, hoje Ginásio Paulo Conrado, quase foi virado de cabeça para baixo, por causa do angue quente da moçada, que confundia competição com guerra na selva”, lembrou Epifânio em 1988. Naquela ocasião, ele confidenciou seu respeito pelo desportista Glicerio Marques. “Ao professor Glicério Marques, que também foi chefe dos escoteiros e educador dos mais notáveis no Territorio, devemos a evolução do esporte no Amapá: primeiro presidente da FAD (Federação Amapaense de Desportos), Glicério merece muito ser lembrado na historia do futebol, não esquecendo o velho Pauxy, por cujo intermédio João Havelange chegou à presidência da CBF e aos comandos da FIFA...”

Tal qual Mestre Oscar, de todos os estabelecimentos de ensino que passou, Epifânio fixou-se mais no antigo Ginásio de Macapá. “Foi o governador Janary Nunes que criou o GM, e daí saíram os marceneiros, carpinteiros, artesão, mestres de obra, todos profissionalizados da terra. Pode-se até dizer, sem sombra de dúvida, que a maioria das micro e médias empresas do então Territorio do Amapá cmportaram em seu quadro de funcionarios, ex-alunos do GM; quando não, os próprios proprietários”. Como professor mestre Epifânio militou 25 anos no magistério do GM, que nos anos de 1966 a 1969 funcionou como Escola Orientada para o Trabalho. “Com a reforma da lei 4024 para 5692, a clientela do GM foi se diversificando, abrindo campo para o setor feminino, pois antes era uma escola de regime de semi-internato masculino. Desse tempo para cá, surgiu mestre Oscar como grande baluarte na história da música do estabelecimento”.

Para Epifânio, a comunidade macapaense já não andava tão animada como nos anos 70. “Vale a pena lembrar que os primeiros desfiles escolares foram realizados na Fortaleza de São José de Macapá até 1951. A partir daí, eram feitos em frente à residência do governador. De 1962 para cá, passaram a ser realizados na Avenida FAB. O período da competição era tão bom, que a própria comunidade se envolvia, com várias torcidas como as do “colosso cinzento” ou “garapa azeda”, atribuidos ao Colégio Amapáense; “Piramutabas” (IETA), “Bonequinhos de Anil” (Ginasio de Macapá). Os carros alegóricos nos desfiles eram poucos, mas as bicicletas, todas enfeitadas, ornamentavam as ruas de verde-amarelo, dando um multicolorido todo especial”. Mestre Epifânio fez questão, um dia, de me confidenciar que “as coisas agora estão muito mudadas, e isso é  preço que pagamos pela evolução dos tempos. Por isso mesmo, as mudanças são compreensivas, apesar de muitas vezes não serem aceitáveis por quem já viveu muito”.


            Portador de um arquivo de fotos raras e boas lembranças no seu acervo mental,  Epifanio deixa para nós muitas saudades.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Memória: ARTHUR NERY MARINHO (1923 - 2003)


Autodidata paraense, no Amapá desde 1946, o poeta ARTHUR NERY MARINHO nasceu em 27 de setembro de 1923, em Chaves (Pará). Faleceu em 24 de março de 2003. Filho de Waldemar da Silva Marinho e Raimunda Nery Marinho. Estudou o primário em sua terra natal (1941 a 1944) e o ginásio em Macapá, no Colegio Amapaense (1946 – 1950). Ingressou no quadro de funcionários do Governo do Amapá a partir de 16 de abril de 1946, na função de escriturário mensalista, lotado na Divisão de Obras. A partir desse ano até 1987, exerce várias funções no Governo do Amapá, aposentando-se a partir desse ano.

Casa-se com Marialva Braga Marinho, e é pai de Rosaura, Mariangela e Luciangela, no primeiro casamento. Falecida a primeira esposa, casa-se com Idalgina Nunes, do qual nascem os filhos Teócrito Tibiriçá, Demócrito Tupiaçu, Agildo Iberê e Indiara Patricia. No jornalismo trabalhou nos jornais Amapá, Revista do Amapá, Revista Rumo, Jornal Marco Zero, Jornal A Voz Catolica, além de outros.

O poeta Arthur Nery Marinho faz parte da primeira geração dos poetas modernos do Amapá. Ao lado de Alcy Araújo, Álvaro da Cunha, Aluísio Cunha e Ivo Torres, Arthur desenvolveu importantes projetos culturais. Figura na Antologia Modernos Poetas do Amapá, na Enciclopédia Brasil e Brasileiros de Hoje, na Grande Enciclopédia da Amazônia e na Coletânea Amapaense de Poesia e Crônica. Em 1993 publicou a obra de poesia: "Sermão de Mágoa". Alguns meses após a sua morte, a Associação Amapaense de Escritores fez o lançamento do livro de poesias e trovas: "Cantigas do Meu Retiro". 

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Pergonagem: RAIMUNDO PANTOJA LOBO


Professor, filólogo e escritor, RAMIUNDO PANTOJA LOBO nasceu em Aporema (Tartarugalzinho), no Amapá,  em 10 de novembro de 1930. Estudioso da Lingua portuguesa, sendo considerada a maior autoridade em gramática no Amapá. Autor das obras Respingos de Filosofia e de Ecologia e Pensamentos sobre o Amor. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Memória: GIUSEPPE LANDI, o arquiteto da Igreja de S. José, em Macapá


Arquiteto italiano, autor das plantas da Igreja de São José (1761), GIUSEPPE ANTONIO LANDI nasceu em 30 de outubro de 1713 em Bolonha, e estudou e lecionou na instituição de maior prestigio da cidade, na época, a Academia Clementina, na qual ganhou vários prêmios de arquitetura. Aos 38 anos, na condição de desenhista de cartas geográficas, muda-se para a Amazonia a convite do padre João Alvares Gusmão, irmão do secretário de dom João 5º, Alexandre de Gusmão, constituindo a primeira comissão demarcadora de limites, liderada pelo irmão do Marques de Pombal, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, governador do Grão Pará e Maranhão na época, incumbido de demarcar os limites do território sul-americano dividido entre Portugal e Espanha, em 1750, de acordo com o Tratado de Tordesilhas (1492)




A comissão chegou ao Pará em 20 de julho de 1753. Com o fim dos trabalhos, Landi foi o único membro do grupo a permanecer na região, onde casou-se com a filha de um fazendeiro, Ana Tereza, em 1761. Ele acabou se tornando também um fazendeiro e comprou o engenho e a fazenda do Murutucu. Faleceu em 1791, deixando ao patrimonio arquitetonico do Amapá a Igreja de São José, e em Belém (Pará), o Palácio dos Governadores, atualmente conhecido com  Palácio Lauro Sdré e Museu do Estado do Pará; as igrejas de São Joao Batista e Santana, retábulos da igreja da Sé e da Capela da Ordem Terceira do Carmo, além da fachada da Igreja do Carmo, entre outros.